O Triângulo de Exposição: Abertura

O triângulo de exposição é composto por três lados: abertura, velocidade de obturação, e ISO. Neste artigo será abordado o primeiro: Abertura.

A abertura é controlada pelo diafragma da lente, abrindo e fechando dentro desta. É um dos elementos  que controla a quantidade de luz que entra na câmara. Quando mais aberto, mais luz entra; quanto mais fechado, menos luz entra.

A abertura pode ser fixa ou variável, dependendo do tipo de lente que se use. Referimo-nos ao tamanho em f-stops (f/22, f/16, f/11… f/2.0, f/1.8). A cada stop que se abre, entra o dobro da luz. Isto significa que, por exemplo, f/16  permite a entrada do dobro de luz na câmara do que f/22, e por aí fora.

A imagem abaixo é uma representação visual de várias aberturas.

aperture

Profundidade de Campo e Abertura

O outro principal uso da abertura é o de controlar a profundidade de campo. Isto é, a distância que numa imagem aparece nitida, entre um objecto mais perto e um mais longe.

Imagina uma paisagem, como a que vês abaixo. Todos os objectos estão nítidos, desde a frente até ao fundo. Isto quer dizer que a imagem tem uma grande profundidade de campo. Para conseguir este efeito, deves selecionar a menor abertura possível (f/11 neste caso, mas menores ainda realçam mais). Abertura pequena = Grande profundidade de campo.

Photo: Gordon Hunter
Foto: Gordon Hunter

Por outro lado, na imagem das bonecas, a primeira está nítida, mas as outras vão ficando esbatidas. Esta imagem tem uma pequena profundidade de campo. Para conseguir este efeito, deves usar uma abertura grande (f/2.8 por exemplo). Grande abertura = Pequena profundidade de campo.

Photo: Pat Kelleher
Foto: Pat Kelleher

Isto permite-nos uma grande liberdade criativa ao planear as fotos. A profundidade de campo é um dos efeitos mais usados pelos fotógrafos para transmitir diferentes sensações e ambientes. Experimenta várias combinações, e vê o que resulta melhor para ti

Como usas a abertura de forma criativa? Partilha as tuas experiências nos comentários.

Fonte:

Pedro Mendes – Fotografia

Notas adicionais:

Ricardo Melo: Um detalhe que muita gente não sabe ou esquece na hora de escolher a abertura. Geralmente se associa aberturas menores com mais profundidade de campo e mais nitidez mas, existe um efeito ótico chamado difração. Significa que a luz sofre um desvio nas bordas ao passar por qualquer orifício. A questão é que quanto menor for o orifício mais significativo será esse desvio em relação ao feixe de luz que está passando. O resultado prático disso é que aberturas menores, além de um certo limite, farão a imagem perder nitidez ao invés de ganhar. Isso também depende do tamanho do sensor, porque sensores menores terão fotodiodos menores (os sensores que capturam a luz e cuja informação será transformada em pixel). A qualidade ótica de transmissão de luz da lente também influencia. O certo seria testar cada lente até identificar a partir de que abertura ela perde definição ao invés de ganhar. Um padrão não necessariamente preciso mas comumente aceito é, para câmeras cropadas usar no máximo até F/11 e para câmeras fullframe até F/16. Além disso a possibilidade de perder nitidez aumenta e, é sempre bom saber porque.

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